Percepção do Mundo

A Vida que acontece agora.

Dizem que quando você está pronto o “Mestre “ se revela.
Passei um ano nos Estados Unidos, e ainda estou fazendo o balanço deste ano.

Nos meus primeiros 100 dias, participei de uma ação global #100happydaysque consistia por cem dias você registrar ou prestar atenção em momentos felizes do dia. Foi uma experiência interessante. Aliás essa reflexão é sobre “experiências”.

Nova York é um lindo Estado, e Manhattan uma Cidade digamos que por falta de uma definição adequada vou chama – lá de: extraordinária!

Ela te consome, é barulhenta seu transito é um salve-se quem puder – quando você está ao volante literalmente se transforma no Pateta, lembra deste desenho em que ele é incapaz de pisar em uma formiga quando caminha na rua e vira louco quando está ao volante? Ela também te nutre, te inspira, te encanta, te seduz, te reduz, te exalta. Ela segrega, ela mistura, ela reúne, ela te integra e te desintegra.

Quando iniciei meu planejamento para viver um ano por lá, minha amiga CIDA que mora em Londres quase que implorou: “vem para Londres. Porém, Londres é muita cultura e, confesso sou mais fútil. Não que Manhattan não lhe propicie uma experiência cultural, sim isso pode acontecer mas meu objetivo era viver como local, no sentido do dia a dia, como vivo em São Paulo dentro do meu cotidiano.

Encontrei pessoas que fizeram a diferença nesta experiência, fiz novos amigos resgatei uma amizade perdida – acho que me afastei de quem pensei que fosse amigo. E ao resgatar está amizade perdida – como ainda estou no balanço está pode ter sido minha maior experiência. Talvez um dia eu conte está linda história.

Quando terminei o projeto global dos #100happydays o que me ajudou em muito a ter um olhar diferente para as experiências do dia a dia, comecei a refletir em que me dedicaria “internamente” a prestar atenção.

Foi ai que cunhei no Instagram a hashtag: avidaqueaconteceagora.

E passei a observar-me dentro desta perspectiva: a experiência do presente.

Em meu trabalho como Coach é muito comum criarmos uma visão de futuro, ou um futuro desejado para transformar a ação do cliente no presente.

Claro que não é possível generalizar essa prática, até por que cada experiência com o cliente dependendo de sua necessidade é uma experiência completamente diferente de qualquer outra. As pessoas são únicas, suas vivências únicas e suas experiências são únicas. Deste modo a maioria dos clientes com apenas 03 meses alcançam seus objetivos, outros com 03 sessões já obtém êxito há pessoas que com apenas uma hora e meia comigo já encontram seu caminho.

Entretanto há pessoas que precisam de uma pouco mais de sessões: seis
meses, um ano, tudo é muito relativo e depende do objetivo.
Agora o que chama muito a minha atenção é por que algumas pessoas mesmo encontrando o caminho, vivendo novas perspectivas, não viram a chave?

Não conseguem seus objetivos? Continuam frustradas e tentam maquiar os resultados até para não admitir que fracassaram.
Por que algumas pessoas entendendo o futuro desejado, usando-o como alavanca não mudam a experiência presente?

E por que também depois que terminam o processo, após seis meses, um ano retrocedem?
Por que a maioria consegue e outros não?

Como minha premissa é ajudar a todos essas questões consomem meu interior.

Com base nestas observações dentro do contexto da minha busca de uma experiência…, constatei que muitas pessoas não vivem no momento presente por estarem ou presas no passado ou viverem na ilusão de um futuro diferente. Fora as que estão observando as experiências de outras pessoas, e não olham para si.

Você sabe por quê a febre do sucesso das histórias do Instagram que exaltam ídolos que compartilham suas vidas extraordinárias com zilhões de seguidores faz tanto sucesso? Porque é muito mais fácil entrar na “caixinha-do-nada” do que literalmente olhar para si e, perceber ou sentir todo vazio que há em si, ou toda a dor que ai está presente.

A vida que acontece agora é um convite para você prestar atenção a cada instante. O que realmente está acontecendo agora. Internamente qual a emoção você está nutrindo? Medo, obsessão, desarmonia, os obstáculos, as dificuldades, as perdas? Coragem, calma, paz, alegria, gratidão?

Quando você for compartilhar uma foto uma selfie pare um pouco respire… e preste verdadeiramente atenção ao momento presente. Em que estado está você, qual a sua experiência interna? Qual a emoção que regula suas sensações?

Eu te convido a olhar o agora!

Não vou discorrer aqui sobre as áreas cerebrais e como isso nos afeta, mas te convido apenas a refletir, onde está você no agora.

Tudo bem, para gestão das emoções talvez você precise de um COACH, uma sessão, três meses, 06 meses não sei. Mas para regular, controlar, sentir, olhar, apreciar a VIDA. Você só precisa se notar na #avidaqueaconteceagora.

Ariovaldo Ribeiro

Anterior Próximo

Você pode gostar também

Seja o primeiro a Comentar

Comente