Percepção do Mundo

Sua esperança não pode esperar!

Sem demoras, vamos esclarecer: esperança não é esperar. São duas coisas distintas, embora no dicionário tenham significados relativamente parecidos. Mas quando alguém lhe diz “Espere aí!!” qual é sua reação? É parar? Provavelmente sim.

Não precisamos nos aprofundar em linguística ou etimologia das palavras para perceber que, talvez em nossa mente, o significado prático dessas palavras seja bem diferente, e o esperar esteja mais ligado à falta de ação, parar e aguardar, do que esperançar ou esperança, que é confiança, a boa fé, sentimento ou crença de que aquilo que se deseja vai se realizar. Isso nos dá a sensação de que alguma ação é necessária, nem que seja a ação mental de buscar forças para acreditar. Então façamos uma reflexão:

 

O quanto nós estamos sendo sugestionados pela desesperança?

 

Se esperança é acreditar e confiar, desesperança é o contrário disso; é a dúvida, descrença, desilusão.

 

Recebemos e processamos informações de forma muito rápida, somos bombardeados, e mal temos tempo para assimilar ou refletir sobre o que chega até nós. Preferimos desembalar nossos alimentos ao invés de descascá-los. Preferimos o pronto, o rápido, o prático. E por um mecanismo de autodefesa, damos atenção demasiada àquilo que é negativo.

Caso eu peça agora para você pensar em 10 qualidades e defeitos que você enxerga em si, qual lista será mais rapidamente finalizada? E temos a tendência de fazermos isso com tudo, ou quase tudo, sejam noticias, situações, condições, relacionamentos.

A questão é que esse modo de viver pode nos atrapalhar, e muito, pois já existe um suporte científico considerável sobre o poder do sugestionamento.

 

Também a neurociência nos mostra que nossos pensamentos, sejam eles positivos ou negativos,  produzem reações elétricas e químicas, que alteram nossos estados físicos e emocionais, afetando diretamente nosso comportamento e nosso ambiente. Então, em qual modo é mais vantajoso operarmos? Positivo e esperanço? Negativo e desesperançoso? Quais as consequências essas escolhas podem ter em nossas vidas?

 

 

Mas sempre foi assim. O que fazer?

 

Nem você nem eu temos alguma culpa pela rede de influenciadores que existe ao nosso redor e das notícias e preocupações que chegam até nós. Também não temos culpa de termos sido moldados a pensar dessa maneira reativa, de forma a buscar sempre a defensiva, acreditar na competição excessiva e na escassez. Recebemos estímulos e somos sugestionados pela desesperança e pelo medo muito mais vezes do que pela esperança, e isso tem origens mais profundas do que podemos acreditar.

Porém, a partir do momento que temos acesso à essa informação, somos sim responsáveis por fazer algo que nos leve à um outro patamar. Se até a ciência está dizendo que nossos pensamentos e emoções alteram nossa realidade, o que estamos esperando? Lembre-se que houve um tempo na humanidade em que a energia elétrica era algo inimaginável, principalmente por não ser visível aos olhos. Foi necessário que a mente de Thomas Edison tivesse a crença e a boa vontade de se submeter a milhares de tentativas para descobrir o filamento ideal que foi o pontapé inicial para termos tanto conforto que a eletricidade trás ao nosso cotidiano. Ele teve esperança, agindo e acreditando!

 

Dessa forma, também acredito que, assim como a energia elétrica se tornou algo natural e indubitável para toda humanidade, um dia, a manutenção dos bons pensamentos e sentimentos, foco, meditação, ação e nossa esperança em dias melhores também será algo natural e também fará parte de nossas rotinas. Acredito que nossa saúde mental, emocional e espiritual será tratada com atenção, respeito e prioridade para o desenvolvimento de todos os outros campos. Mas sei também que essa é mudança paulatina, e mais do que isso, é uma verdadeira revolução, que começa por dentro.

 

Enquanto esse dia não chega, quero aproveitar esse momento de virada de ano e lhe propor o seguinte: já que é tão fácil duvidar das coisas boas da vida, que tal duvidar também das coisas que não nos agregam? Elas não precisam ser verdades absolutas para você. Você duvida do melhor? Duvide também do pior! Comece por ai. Aproveite essa “onda” de renovação que se aproxima, e permita-se perguntar: E se eu realizasse meus sonhos? E se existisse uma maneira de viver melhor do que a que eu vivo hoje? E se minha vida pudesse ser mais abundante? E se eu pudesse ser mais autoconfiante? Permita-se ter esperança!

 

Aproveite seu réveillon à sua maneira, e faça dele um ato simbólico se isso fizer sentido para você. Acredite! Brinde! Ria! Observe a beleza ao seu redor, seja nas crianças, na natureza, seja no capricho de uma mesa de ceia! Ame! Abrace as pessoas que você não costuma abraçar, e coloque-se o propósito de maximizar isso em sua vida. Uma, duas, dez ou milhares de vezes como foi o caso de Thomas Edson.

Fortaleça seu músculo da constância. Faça planos, sonhe alto! Verbalize, escreva, cante seus sonhos! E se for preciso, busque suporte para que esses sonhos não sejam meros desejos de início de ano.

 

Alimente sua esperança, e não apenas seus monstros interiores. ESPERANCE que o melhor da vida está por vir, e permita que toda a boa vibração e impulsos eletroquímicos que seus pensamentos de esperança lhe causam possam agir e transformar suas ações e sua realidade. Sua esperança não pode esperar!

 

Que 2019 seja cheio de esperança, ação, e consequentemente, a  ABUNDÂNCIA! Acredite! Você merece!

 

QUE VENHA 2019! FELIZ 2019!

 

Ariovaldo Ribeiro

Mentor, Psicoterapeuta Prânico e Master Coach.

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